Esperei mais de trinta anos para jogar a tal carteirinha fora; acredito que a qualidade profissional melhore, deixa de ser um "cabide" e torna-se uma carreira.
Tolo é quem acredita que talento é concedido por diploma ou decreto, é coisa de quem tem medo e é pratica fascista.
Assim como cantor, ator, modelo, comediante, musico, pintor, desenhista, ESCRITOR, agora qualquer um pode ser jornalista, BASTA TER TALENTO.
Não sou contra o ensino, sou professor.
Sou contra o corporativismo, contra a aniquilação do talento e da vocação.
O curso serve para aperfeiçoar um talento, para o refinar e não o conceder.
Se tem faz carreira. Se não, "dança".
Fui "foca", coisa hoje não se tem a mínima idéia do que seja. Isto alicerçou a carreira. Deu a base. Os cursos completaram.
O aterrador desta história é que agora vai descortinar-se o véu que encobre quem finge que defende a carreira, com argumentos que vão da infâmia a insidia.
Ao invés de fundamentarem suas posições em defesa do que acreditam terem suprimido, irão construir discursos baseados na agressão e tentando denegrir outras classes.
Não admito que venham dizer que para "isto" ou "aquilo" não precisa diploma, ou que comparem artistas(de qualquer área) como uma classe inferior.
É um argumento idiota e covarde, o supra-sumo da mediocridade.
O fim da obrigatoriedade é um passo em direção ao estado democrático(ainda muito falta), é o enterro de uma classe elitista que arrogava-se o direito de forjar e manipular dados.
Agora os profissionais entram em cena e é o momento dos amadores irem para casa, com diploma ou não. Não ficarão sem trabalho, somente terão que encontrar sua vocação.
O que é preciso é desapegar-se. "Largar o Osso".
Se alguém disser que sua formação nada vale.
Saia do Armário e Prove o Contrário.
CãRiùá - TaTaRaNa
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